Toda vez que aprendemos algo, ganhamos experiência, nos achamos totalmente sábios. Achamos que o conhecimento já está completo e somos completamente maduros. Mas o que ironicamente nunca aprendemos é que nunca sabemos nada. Mesmo depois de aprender um novo conceito inteiro de vida ou como resolver um enorme problema. Temos a mania de "parar por ai". Refletimos sobre alguma coisa realmente relevante e percebemos que isso será útil e foi inteligente, e achamos que acabou por ai, que não precisamos acrescentar alguma coisa ou pensar mais um pouco. Mas enfim, o que estou querendo dizer com meus devaneios aqui é que mesmo depois de toda a vida que levamos, de todas as coisas que vemos, ouvimos, pensamos e sentimos, sempre pensamos que depois da nova experiência estamos completos. E esquecemos que toda vez que isso acontece, sempre nos surpreendemos e sempre recebemos algo novo e inesperado. Bom, o que importa mesmo é que fomos feitos pra aprender. É isso que somos, humanos. E nunca estaremos completos. A vida é infinita. A felicidade é infinita, assim como a tristeza, e a música, e a matemática, as línguas, a criatividade, a beleza, o universo, e... o infinito. As coisas são infinitas e é isso que traz a graça da vida. Até a morte, que é considerada o fim, é infinita. Porque se pensarmos, nunca soubemos nem saberemos o que tem depois dela. O que a torna inexplicável e mais um estudo para a vida toda. Afinal, sempre buscaremos respostas e nunca encontraremos. A morte sempre será um questionamento infinito. Só o que precisamos saber então, é que a vida não acaba. A maior tristeza do mundo, embora a maior, não será a última a ser sentida. O descobrimento de mais uma terra no mundo, embora seja a milionésima, não será a última e ser descoberta. É assim com várias outras coisas. Sempre terá algo novo. Nos resta a gostosa sensação da expectativa.
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